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Você diversifica de verdade ou coleciona ativos?

Nicolas Correa e Felipe Freitas, da Hedge Investments, abordam em sua coluna de estreia uma reflexão sobre diversificação de carteira: o que os investidores devem ter de atenção quanto a isso.
Além disso, falamos sobre os retornos de algumas classes ao longo desse trimestre e comentamos sobre a conversão de um ETF de distribuição para acumulação.
O desafio dos gestores “estrelas” dos fundos multimercados para vencer o mercado.
Nos últimos anos, o cenário imprevisível desafiou os gestores mais renomados de fundos multimercados ativos, cujas estratégias tradicionais sofreram para superar o CDI, conforme apontou matéria de Marília Almeida para o portal E-Investidor. Um movimento que acaba trazendo a tona uma discussão sobre os custos e a complexidade de produtos que tentam de superar o mercado.
Isso te lembra alguma coisa? Relatório SPIVA se mostrando verdadeiro mais uma vez.

E já que estamos em ano de Copa do Mundo, vale a analogia: muitas das vezes o time repleto de “estrelas” não consegue avançar até a fase decisiva e perde para um time mediano, mas que está bem entrosado e com uma tática bem ajustada. No universo dos investimentos, os ETFs são fundos que acompanham um índice de mercado e portanto, tem uma metodologia bastante clara do que pode investir. São veículos que entregam diversificação, simplicidade e custos menores, mostrando que, às vezes, a simplicidade de seguir um índice pode ser mais eficiente e previsível no longo prazo.
Afinal de contas, como já trouxemos aqui na edição do dia 06 de maio da nossa Newsletter: “Não há nada de errado na média”.
E vale um disclaimer para você, leitor. Não queremos te encorajar a deixar de investir em fundos de gestão ativa. Existem gestores que consegue entregar resultados consistentes e superar o mercado (o famoso alfa). Mas queremos deixar a reflexão: se existe a possibilidade de acessar uma classe, de forma mais simples e barata e com resultado consistente, por que não considerar esse caminho?
O que era distribuição virou acumulação.
Desde 2023 a B3 permite a negociação de ETFs que fazem a distribuição de proventos e desde então, diversos lançamentos nessa categoria foram feitos (de Renda Variável a Renda Fixa).
E recentemente, tivemos uma mudança em um desses ETFs. O UTLL11, ETF que dá exposição em empresas brasileiras do setor de utilidades públicas e que era um ETF de distribuição, passou a ser um ETF de acumulação. Ou seja, a partir de agora, os dividendos recebidos pelo UTLL11 serão reinvestidos na própria carteira do ETF. Vale comentar que os dividendos recebidos por um ETF são isentos, ao passo que quando ele faz a distribuição de proventos ao cotista, há uma retenção de 15% na fonte para o investidor.
Esse tipo de ETF potencializa o efeito dos juros compostos sem o custo transacional e a burocracia do reinvestimento manual pelo cotista. Com a mudança, o UTLL11 foca no crescimento do valor da própria cota, atraindo o investidor focado na construção de patrimônio de longo prazo.
Importante deixar bem claro: a discussão não deve ser sobre ETF de acumulação é melhor que o ETF de distribuição ou vice-versa. A sua decisão entre um ou outro deve ser com base nos seus objetivos.
Como cada classe está se comportando nesse segundo trimestre? Os ETFs vão te contar.
Não é mistério o tanto de incerteza e volatilidade que temos atravessado nos últimos meses por conta dos conflitos lá no Oriente Médio. A cada declaração feita, começo ou interrupção de cessar-fogo, os mercados reagem intensamente projetando as suas expectativas.
E como o segundo trimestre tem sido para as algumas classes de ativos? De acordo com dados da DEX (data-base no dia 14/05), o HASH11, ETF que reúne uma cesta de criptoativos, até o momento com retorno de 12,03% no trimestre. No TOP 2, IVVB11, ETF da BlackRock para S&P 500 com retorno de 10,40% e fechando o pódio, WRLD11, ETF de ações globais da Investo com alta de 8,31% no segundo trimestre.

Na última leitura de mercado através dos ETFs, os retornos trimestrais, o desempenho da semana e o perfil de captação dos ETFs foram abordados. Se você ainda não assistiu, clique no link.
Você diversifica de verdade ou coleciona ativos?

No mercado financeiro existe uma frase bastante difundida: “não coloque todos os ovos na mesma cesta”. Mas e se todas essas cestas forem do mesmo material ou transportadas no mesmo veículo, sob as mesmas condições?
Em sua coluna de estreia, Nicolas Correa e Felipe Freitas, da Hedge Investments, discutem a importância da diversificação bem feita e mostram com fatos e dados como algumas classes tem reagido nesse atual período de volatilidade global e como o investidor poderia se proteger.
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Redação tudoETF